Colecção constituída por cerca de 4500 peças distribuídas por quatro núcleos bem diferenciados, tanto pela técnica como pela função: paramentos e alfaias litúrgicas do século XIV ao século XIX, colchas bordadas dos séculos XVII e XVIII, tapeçarias do século XVI ao século XVIII e tapetes orientais e portugueses do século XVI ao século XVIII.
Paramentaria
Paramentos e alfaias litúrgicas constituem o agrupamento mais numeroso, para além de 90% do total, que inclui peças do século XIV ao século XIX em que sobressaem exemplares quinhentistas de grande qualidade. Dos séculos XIV e XV o museu possui apenas quatro exemplares significativos, sobretudo do ponto de vista documental. O século XVI é o de maior destaque tanto pelos conjuntos e pelo número de peças como pela sua qualidade. Dos conjuntos há realçar o “Paramento do Convento da Graça” e o “Paramento do Mosteiro dos Jerónimos”. O primeiro pela excelência do veludo verde jaspeado e o segundo pela qualidade do bordado do sebasto e do capuz do pluvial. Veludos de dois e três altos, lampassos, brocatéis, bordados a seda, ouro e prata são algumas das técnicas usadas para produzirem objectos que demonstram a abertura e a riqueza que Portugal viveu nessa época.
Uma boa representação, tanto em conjuntos como em peças isoladas, continua pelos séculos XVII e XVIII, permitindo afirmar que a colecção de paramentaria, acrescida de um conjunto de frontais de altar e de um núcleo de fragmentos provenientes sobretudo da colecção do comandante Ernesto Vilhena, se torna indispensável como fonte para uma história do tecido em Portugal.
Completam este núcleo inúmeras peças de linho – palas, corporais, alvas, toalhinhas, entres outras.
Pluvial
Colchas bordadas
Para além de alguns exemplares de feitura portuguesa, dos séculos XVII e XVIII, o grande interesse deste núcleo reside num conjunto de peças indo-portuguesas dos séculos XVII e XVIII, por ventura o maior e mais diversificado no país e que se constitui como referência internacional obrigatória.
Tapeçaria
O núcleo de tapeçaria consta de cerca de 80 peças do século XVI ao século XVIII, constituído por sete armações, panos isolados, sobreportas e vários fragmentos em que domina o fabrico flamengo. Mais uma vez, e exclusivamente pela qualidade dos exemplares, é o século XVI que determina os pontos-altos do conjunto.
Tapetes
Neste núcleo teremos de distinguir dois grupos: os tapetes bordados em Portugal e os tapetes orientais. Os primeiros – cerca de uma centena datável do século XVII ao século XIX –, conhecidos por 'tapetes de Arraiolos', são testemunho de um modo bem português de encarar a produção artística em determinados períodos da nossa história.
Dos segundos, é de salientar um grupo de ‘tapetes com enrolamentos de gavinhas’ de feitura iraniana, dos finais do século XVI e do século XVII, talvez o mais numeroso e significativo existente no mundo.
Tapete de Arraiolos
Actualizado em:
24 de Novembro de 2008